segunda-feira, 4 de julho de 2016

Qual a importância do amor verdadeiro? Conheçam as experiências de Paulo de Jesus Caetano e ''Jamais Subestime o Amor Paterno''

Recentemente recebi, através da parceria com o querido autor Paulo de Jesus Caetano, o seu livro publicado com o selo do Clube de Autores em 2015. ''Jamais Subestime o Amor Paterno'' além de alegrar o leitor e mostra-lhe uma essência verdadeira do amor de um pai para com os seus filhos, contorna outros assuntos do cotidiano familiar e social que, às vezes, não são notados em razão da fatídica rotina. O livro é uma exposição das memórias de Paulo Caetano e, contendo cenas fictícias ou não, é um informe com agregações importantes ao ponto de vista de pais, pois exibe um misto de relações, ações e consequências. Uma sincera viagem, sem formalidade, às recordações. O autor compartilha ocorrências e se transmuta em um verdadeiro contador de histórias. Um livro honesto, que transporta sentimentos ao leitor em muito de seu decurso. No enredo, a busca por algo é entendida, a procura por elementos que completem um vago no ser é reiterada diversas vezes. O âmago vazio do protagonista, suas perdas, conquistas, sabores, dissabores, aprendizados e ensinamentos. Seu amor pelos filhos, as transformações e a dúvida sobre um diagnóstico médico. Um livro 'estilo vida' onde nem tudo é perfeito e o aprendizado vale a ocorrência.

Título: Jamais Subestime o Amor Paterno
Autor: Paulo de Jesus Caetano
Publicação: 2015
Gênero: Desenvolvimento humano, autoajuda, educação especial, auto hipnose
Páginas: 248


Sinopse: um livro dedicado aos sonhadores, também considerado educativo para adultos. É um extraordinário conto qual muitos tentam entender a possibilidade de você ou outra pessoa aparecer em lugares diferente com seu corpo inerte em seu lugar atual. Tem muito amor, paixão e as alegrias vividas por um papai.

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O livro de Paulo de Jesus Caetano pode ser apresentado ao leitor como uma minibiografia de alguém tão comum quanto outros personagens da vida mas que se alegra ao contar seus incessantes passos pela estrada de sua vivência. Seus relatos são expostos em 1ª pessoa e figuram sentimentos, desejos, lembranças da adolescência que nem sempre são contados em uma linha de tempo linear. Paulo Caetano jornadeia, ora aqui, ora ali, e nos lembra que o cotidiano comum de cada um é cercado de imprevistos e mostra o lado humano e a capacidade de observar, sentir e viver o momento, caindo de cabeça em seus amores e agindo muitas vezes pela emoção. 

''É... E aquele bom velho preparava com algumas ervas em uma bacia, um bom banho para mim e deu na minha mão um crucifixo; ele fez um gesto para que eu o beijasse, assim eu o fiz, então deu-me algo escrito para que eu lesse: e nele estava escrito: 'Viva cada dia os momentos, mesmo que estes não lhe pareçam justos, e lembre-se sempre o que Deus é, e é por isso que este momento pode ter sido escolhido por Ele próprio... E assim imóvel, sem saber o que fazer, passei minutos, talvez horas, desorientado.''
Pág. 19

Este trecho acima é um dos trechos que mais me chamaram a atenção. A frase tocou profundamente o meu coração e através dela observei que para cada momento e ocorrência há um fundamento e aprendizado. Nada acontece por acaso, o mundo é muito grande para dizermos e nos sentirmos os únicos e mais grandiosos seres capazes de saber tudo sobre muitas coisas. 

O protagonista tem um percurso cheio de amores e conta, entre conquistas e decepções, tanto no meio afetivo como profissional, o envolvimento com suas mulheres, as traições e o nascimento de suas filhinhas. Maria é mãe de Jéssica, Rita mãe de Yasmin. Alice aparece depois, assim como a doutora Heloise, do hospital, por quem ele sente atração e se atraca certo momento.

''[...] Minhas mãos tocavam suas coxas e as acariciava e logo nos beijamos, tão rápido como começou, estávamos no motel. Sexo? Amor? Como chamar sem importância se depois de dois anos tinha traído minha mulher Rita. Por duas vezes minhas mãos tocavam suas coxas e as acariciava e logo nos beijamos, tão rápido como começou, estávamos no motel. Sexo? Amor? Como chamar sem importância se depois de dois anos tinha traído minha mulher Rita. Por duas vezes [...]''
Pág.1O2

Na verdade, a sua presença no hospital era praticamente diária, muitos costumavam dizer que ele já morava por ali. Isso era decorrência de suas crises convulsivas, um diagnóstico precisava ser feito pois o quadro piorava. O incomum encontrado no livro é que, entre uma crise e outra, o personagem se via fora de seu corpo e conseguia prever eventos. A paranormalidade se infiltra como um dos assuntos centrais da obra. Mesmo desacordado o personagem consegue enxergar acontecimentos reais. Enquanto isso uma pergunta fica no leitor; mas afinal, do que esse cara sofre? O que ele tem realmente?

''Mesmo amarrado na maca e sedado meu corpo queria sair, parecia querer brigar ou pegar o Luiz, os batimentos cardíacos aumentaram. Logo se deu a apneia e por segundos foi como se eu tivesse morrido, sumiram todos os sinais [...]''
Pág. 116

''— É, tenho medo, muito medo, se tiver perigo de morrer, e se for um espírito que mora em você? [...] — Não acredito em espírito, parece-me que passeio por lugares diferentes, sempre ajudando alguém, e vejo muitas coisas do futuro, e é essa parte que não gosto, pois só vejo desgraça. Com o tempo talvez eu consiga saber a hora e lugar exatos dos fatos e saberei evitá-los [...]''
Pág. 119

Além disso, o enredo retrata diversas temáticas mas todas inseridas diretamente no cotidiano do protagonista. Isso torna o conteúdo interessante e atraente. É certo que muitos leitores se encontrarão no meio desse esqueleto enredador. O autor deixa que a alma fale por si só em diversas ocasiões e revela a sua verdade. Ele é um contador e não se preocupa tanto em querer apresentar algo comercial e 'perfeitinho'; entre uma experiência e outra, argumenta as teses com contextos suaves e não objetiva mudar as características e convicções de cada leitor em momento algum, mesmo que essas se apresentem como uma espécie de auxílio, autoajuda.

Slide com fotos do livro ''Jamais Subestime o Amor Paterno'', de Paulo de Jesus Caetano.

Um ponto muito legal e marcante do livro é a aparição de um mendigo, que aumentou o aproveitamento estrutural da obra. O personagem aparece em ocasiões primorosas e foca a curiosidade do leitor. Já nas primeiras linhas é preciso se fazer atento pois o episódio narrado justificará as ocorrências posteriores. Achei ''o mendigo'' um personagem bastante simbólico que representa a esperança, um verdadeiro talismã na vida do próximo. 

''Logo o pessoal vai santificar os mendigos da cidade, um deles sempre aparece salvando alguém, lembra-se do caso da escola, as meninas também viram um tal mendigo, e ele salvou suas vidas de acordo com a diretora [...]''
Pág. 47

A escrita do autor não chega a ser sofisticada mas ele mostrou-se muito atento e empolgado na narrativa e remete o leitor a uma boa leitura. Entretanto, sua afobação em alguns momentos o faz esquecer de apresentar devidamente alguns novos personagens que vão adentrando ao enredo. Há como se sentir perdido algumas vezes. Neste ponto o autor deixou a desejar. Estes personagens surgem e começam a interagir como se os leitores já os conhecessem de décadas, quando na verdade não se conhece ao menos as suas características físicas, que nem sempre também é o suficiente. Vale lembrar que o leitor desconhece totalmente a história e para a inserção de qualquer elemento cabe ao autor fazer uma apresentação calma e eficiente do que apresentará. Mas no quesito sentimento e mensagens, o livro é um prato cheio. O título já indica uma subjetividade imensa. A importância do pai e do amor paterno na vida da criança é evidente. A figura paterna ajuda diretamente na aplicação de personalidade do filho durante o crescimento. Indo adiante, no livro, o personagem principal deixa claro que ser pai não é apenas se fazer presente na vida dos filhos mas também, senti-los mesmo a distância e refleti-los, pois as atitudes e comportamentos servem de inspiração em muitos instantes. A voz, atitude e presença de um filho gera no pai um misto de procedências e afetos, a influência dos pequenos na vida da figura paterna, em muitas vezes, se dá de maneira plena e eficaz.

O livro tem um conteúdo muito bom e significativo e embora a percepção tenha dado o entendimento de que o processo de desenvolvimento poderia ter sido mais bem vinculado, há ápices que são importantes para um enredo [as famosas reviravoltas que aguçam a leitura e envolvem o leitor] e também ensinamentos bons. Vale muito à pena a leitura. Para o autor que escreve suas lembranças e experiências é um misto de alegria ver a obra finalmente publicada e seus traquejos sendo passados adiante. ''Jamais Subestime o Amor Paterno'' não é um típico livro para se provar apenas que o amor de um pai pode ser grande e verdadeiro mas sim que esse pai também é defectivo e comete equívocos e erros mas que por amor sempre estará disposto a superar quaisquer barreiras. Parabéns ao Paulo de Jesus Caetano pela coragem em transmitir de maneira tão real essas vivências. 4 Estrelas para o livro e aplausos prestigiosos ao autor. 

O livro é muito bom, o conteúdo apresentado é significativo


Trago para a minha realidade e faço minha, as palavras finais de Paulo de Jesus Caetano: ''Sei que palavras têm forças, por isso afirmo: Pelas minhas filhas darei minha vida e hoje incluo minha esposa''.




Espero que essa análise tenha validade na vida de todos vocês que leram-na. Vou ficando por aqui RECOMENDANDO a obra do autor para pais, mães, tios, tias e todos aqueles que guardam no coração um enorme amor pela vida e pelo próximo.

Valeu, abraço!



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6 comentários:

  1. Excelente a sua análise da obra Leonardo! Parabéns ao autor pelo livro. Uma obra cheia de sentimentos expostos de forma competente no livro, somente o faz ficar mais rico e consequentemente, mais singelo. Forte abraço.

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  2. Valeu Luciano,

    A realidade das palavras no livro dá a ele um sabor especial. Gosto de livros que são narrados com a alma também.

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  3. Nossa meu querido, nessa resenha expôs todo seu sentimentos....Logo de cara já curti o livro ah meu amigo essa sua resenha foi showww.

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  4. Muito obrigado Beta,

    é sempre bom vê-la por aqui. Grato por seu elogio e visita constante.

    Beijos!

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  5. Que Interesante! Para mim um livro que nos faz pensar já é um bom banquete. Nos faz pensar em nossas ações, e comportamentos que por muitas vezes julgamos ser certo ou errado. E livros assim só engrandece, os sentimentos aflorados, nos mostrando as fragilidades do ser humano, e isso é comportamento humano. A analise do livro é muito boa. Você Léo Otaciano, continuas fazendo isso brilhantemente. Parabéns!

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  6. Obrigado Geane, mas continuo dizendo, sou apenas um autor que por gosto, procura auxiliar e incentivar outros como eu. Resenhar não é uma tarefa fácil, talvez seja para os exímios resenhistas do cenário blogosférico.

    Mesmo assim, me sinto muito contente com o teu elogio. Se o autor é vocês gostaram, já está mais do que alcançado o objetivo.

    Beijos minha querida.

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd