sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Notícia: Curiosidades e Making Of do livro ''Loui, O Palhaço Medonho''

Olá, seja bem-vindo novamente a mais uma postagem no Marcas Literárias. Hoje trago mais um Making Of de uma de minhas obras. Desta vez vou dizer curiosidades sobre a obra ''Loui, O Palhaço Medonho e outros contos sombrios'', publicado no dia 31 de outubro de 2015. Então, vamos viajar nestas peculiaridades durante a criação deste livro que é o quinto título da minha carreira.


Para começar, quero expor a minha gratidão ao meu filho Matheuz Silva, que se propôs a escrever comigo, contos sombrios que dessem essência ao livro.

A obra surgiu após a ideia - que já era antiga - de criarmos um livro juntos. Na verdade eu já pensava isto desde a época em que ainda não havia publicado livro algum, antes mesmo de imaginar a história de ''O Eterno Menino'', por exemplo. Como fui sempre um leitor assíduo, a ideia de escrever livros sempre esteve viva dentro de mim, acho que a relação entre o leitor e o livro acaba gerando esta vontade louca de um dia estar do lado de lá, escrevendo algo para alguém. Lembro que Matheuz eu eu líamos gibis da Turma da Mônica e livros infantis até os seus onze anos aproximadamente. As leituras serviam de incentivo quase que diário para ele, que se animava demais durante o tempo que reservávamos para isto. Naquele tempo eu cheguei a dizer algumas vezes ''Um dia a gente escreve uma história juntos'' e isto realmente aconteceu, diversas vezes, mas não em forma de livros e sim em redações escolares.

Depois da experiência já mencionada no processo de Making Of de ''Mistério na Casa da Rua Severin'', onde uma redação escrita com ele acabou gerando a sinopse da história dos Severin e consequentemente a obra em si, guardei comigo a vontade ainda mais forte de escrever com ele um livro.

Bom, os anos se passaram e enfim o dia chegou. Ao início do mês de outubro de 2015 surgiu a minha pergunta: ''E então, vamos escrever um livro? Estamos no mês de Halloween, que tal algo sombrio?'', o que eu ainda não esperava era a resposta do garoto, que disse SIM.

A partir de então criamos uma meta, queríamos publicar um livro no dia exato do Halloween. Sabemos que o nosso país não leva ao pé da letra esta cultura do Dia da Bruxas ao contrário do povo norte americano, mas para nós este dia sempre foi importante, afinal, somos adoradores do gênero terror. Tínhamos então, 25 dias para criarmos a nossa história.

Neste ponto, fui surpreendido. Matheuz se mostrou bastante talentoso e me apresentou ideias brilhantes. Um dos meus desejos sempre foi escrever contos de terror e publicá-los em forma de livro, algo que fosse curto, uma leitura rápida, atraente e horripilante, nada que fosse cansativo, onde eu pudesse expor uma linguagem livre, macabra e bem informal. Ele topou e logo teve várias ideias. Enquanto ele as mencionava, lampejos de cenas de terror iam passando por minha mente. A conexão entre  nós se iniciou como um relâmpago.

Logo, a palavra palhaço foi lançada no meio da conversa e absorvida por mim de maneira atraente. Tínhamos então a nossa principal história, ela seria sobre um palhaço. Depois pensamos em como seria o projeto e não demorou muito para decidirmos que além do conto principal que traria o palhaço sanguinário que assombra crianças, escreveríamos mais alguns, entre dez e doze subtítulos.

Ele começou a escrever sobre um cemitério macabro e um senhor desconhecido da estrada - que se tornou após trabalhado, o conto ''O Cemitério Perdido''. Tudo aconteceu de forma bem rápida e inspiradora. Sem percebermos, já tínhamos os doze contos e um desses, que ainda estava inacabado, acabou ficando de fora da obra.

Matheuz escrevendo durante o processo de criação de ''Loui, O Palhaço Medonho''.

Eu, como de costume, usei as noites e as madrugadas para escrever, já ele, escrevia e pensava a qualquer hora do dia. O nome do palhaço foi escolhido por mim, surgiu de repente, não fiz pesquisa alguma para escolhas de nomes. A mente me disse ''Loui'' e então Matheuz e eu concordamos. O título do livro de início seria ''Repulsa - Contos de Horror'' em referência direta a todos os contos da obra. Cheguei a criar a capa mas não gostamos do resultado final. Você quer entender o motivo? Veja na imagem abaixo que os nossos nomes acabaram ficando gravados sobre a cruz e isto nos deixou bastante assustados. Foi algo que durante a confecção da imagem não percebemos. Decidimos então anular o trabalho gráfico e não usar mais o título escolhido.
Primeira capa feita para a obra não agradou os autores.

Em seguida, com a história do palhaço quase toda terminada, optamos por ''Pesadelos de Loui - Contos de Horror'', achamos legal e tinha tudo a ver com o conteúdo do conto principal. Seguimos novamente para a criação da capa mas percebemos que ao finalizar o projeto, apesar de bonito, ele ficara semelhante a um banner de teatro anunciando uma peça de terror ou uma revista do gênero - realmente fazia sentido mas de novo não gostamos muito -, sendo assim, decidimos pensar em algo melhor. Veja abaixo como ficara a capa da segunda escolha do título.

Segunda capa era repleta de anúncios e também não agradou.

Um dia depois acordei mais inspirado e decidi trabalhar em uma capa que nos agradasse mais, foi então que surgiu o nosso medonho palhaço de cabelos vermelhos, testa avantajada e cara assustadora com maquiagem branca. Foi ele quem nos mostrou o caminho certo para o título adequado, ''Loui, O Palhaço Medonho e outros contos sombrios'' estava finalmente concluído. Chegamos ao dia 30  de outubro de 2015 com tudo pronto para ser publicado. Fizemos a revisão, a diagramação e aguardamos o dia seguinte para publicar a obra, mais uma vez de forma independente pelo Clube de Autores. Escrevemos o livro em exatos 25 dias.

Os autores com a obra em mãos.

Resumindo, aqui estão algumas curiosidades sobre a obra: 


  • A primeira capa do livro assustou os autores, o que os fez anular rapidamente o projeto gráfico;

  • Um dos contos escritos pelos autores foi deixado de fora do livro. Sem título e final, a história do bicho-papão da Serra do Rio de Janeiro não foi incluída por não cumprir o cronograma feito por eles em relação ao tempo para finalizar os contos (dia 30/10/2015);

  • O conto ''O Cemitério Perdido'' é de autoria de Matheuz Silva, que apostou em um enredo já usado em outras histórias para que servisse de ponta pé inicial no processo de escrita, porém, fez questão de inovar adicionando elementos totalmente singulares e próprios;

  • Os personagens do conto principal, Phil e Dan, são bem antigos. O autor Léo Otaciano os criou aos 11 anos enquanto escrevia uma de suas aventuras. Fred Philippe e Daniel Gregório eram protagonistas de ''Nos Trilhos da Amizade'', pequena história que o autor escrevia durante as tardes no terraço da casa onde morou;
  • O livro foi dedicado aos anjos protetores e fantasmas internos de um dos autores, que tem forte sensibilidade espiritual. Ele quis homenageá-los de alguma forma;

  • Léo praticava a voz do palhaço toda vez que ele e o filho escreviam os diálogos do personagem, desta forma se sentia mais envolvido no enredo;

  • O personagem Loui agradou de forma esplendida aos autores. Matheuz quer dar continuidade independente à trama de Loui, escrevendo com o pai, um livro completo do palhaço. Léo adorou tanto o Medonho que o cita como personagem preferido até então;

  • O autor Leonardo sentiu-se assombrado algumas vezes durante o processo de escrita. A respiração pausada e os olhares fixos para os cantos da casa foram marcantes em pelo menos 10 dos 25 dias de criação;

  • Ele sentiu receio de a obra ser reprovada pelo público por ser possivelmente julgada como uma cópia do grande sucesso ''It: A Coisa'' do autor Stephen King por causa do personagem Palhaço. Em ''It'', Pennywise é o malfeitor da trama. Porém, os autores garantem que, são obras definitivamente diferentes. O palhaço Loui é uma criação sem inspiração a outros personagens e a história não foi escrita em cima do enredo de ''It''.

Cena final do conto do Palhaço. Nícolas fugindo do Medonho.

A mensagem que quisemos passar, além do medo que cada ser humano carrega dentro de si, e que é bom pois é o alerta para que tenhamos um certo limite e sejamos cautelosos às vezes em determinadas situações, é encontrada em alguns trechos do livro, mas principalmente no conto ''As Descobertas do Medonho''; a superação de seus medos é o foco.

Falando em contos, segue abaixo os que compõe a obra:


  1. Proemial Noturno dos Contos / Introdução
  2. Loui, O Palhaço Medonho
  3. A Criatura de Flastonbury
  4. Madarijeszto
  5. Façanhas Assustadoras de um Palhaço
  6. Hit To The Road, Jack: O Blues Macabro
  7. O Cemitério Perdido
  8. Luzes Acesas
  9. Invasão ao Colégio São Sebastião
  10. A Estradinha do Horror
  11. As Descobertas do Medonho
  12. O Cativeiro de Déwin e o Horror em São João Del Rei
Livro físico ''Loui, O Palhaço Medonho & Outros Contos Sombrios'', 5° título do autor.

Recentemente, o amigo Fernando Nery, resenhou a obra e também fez uma mega entrevista comigo e Matheuz. Não deixem de conferir clicando nos links ao final do post.

Bom, desta forma finalizo esta matéria especial em referência ao livro ''Loui, O Palhaço Medonho & outros contos sombrios'' publicado em outubro de 2015 por mim e meu filho Matheuz. Espero que você tenha gostado do processo de criação e de saber algumas curiosidades sobre a obra.

Entrevista com os autores / Resenha do livro / Resenha em vídeo

Fique ligado pois em breve mais novidades no Marcas Literárias.

Abraços e até a próxima.



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6 comentários:

  1. Adorei saber essas curiosidades, mas elas me deixaram bem curioso. Acredito que numa edição de aniversário do livro. Esse material deveria ser incluído. Que tal uma edição comemorativa de 10 anos?

    "Léo praticava a voz do palhaço toda vez que ele e o filho escreviam os diálogos do personagem, desta forma se sentia mais envolvido no enredo."

    Fiquei curioso para ouvir essa voz, kkkkkk

    Abraços!!!

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    1. Ah, que legal, que bom que tenha gostado. Quem sabe os leitores ainda não tenham a oportunidade de escutar a voz original do Palhaço, não é mesmo amigo? Kkk.
      Um forte abraço e obrigado pelas visitas.

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  2. Léo adorei saber como tudo foi construído.
    Vocês foram sensacionais!!! Esta obra maravilhosa em 25 dias DEMAIS!!!
    O livro é fantástico eu adorei este palhaço MEDONHO e macabro me assustou.
    Parabéns a você e ao seu filho Matheus, vou adorar um obra só do Palhaço LOUI MEDONHOOOO!!!

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    1. Nossa, sua empolgação é contagiante Luh, ficamos felizes em saber disso. Serve como motivação para nós. Obrigado.
      Beijos.

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  3. Interessante essas curiosidades! Eu gostei da primeira capa, achei bem macabra, já a segunda não gostei, ficou parecida com um carro alegórico de carnaval, ficou muito estranha! Abraço.

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    1. Olá Luciano, realmente a segunda capa, mesmo mantendo somente as mesmas frases e nomes da primeira e terceira, ficou muito agressiva. Ainda bem que fizemos a terceira.
      Obrigado pela opinião. Um forte abraço.

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd