quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Notícia: Curiosidades do livro ''Mistério na Casa da Rua Severin, Vol.1'' e mini entrevista com irmão do autor

Seguindo o mesmo modelo de postagem publicada aqui no Marca Literárias há um mês, com a matéria das curiosidades sobre ''Gabriel Pimenta'', este tópico vai revelar algumas curiosidades e um pouco do 'Making Of' de ''Mistério na Casa da Rua Severin, A História dos Desconhecidos'', obra que ao ser concluída, finalmente me convenceu de que eu era capaz de vencer obstáculos e me superar. Você entenderá isso e um pouco mais a seguir.


O surgimento da obra aconteceu por acaso, mas não unicamente 'SÓ por acaso'. Meses antes de eu começar as escritas do grande enigma, uma pequena semente de imaginação foi plantada em mim quando o meu irmão, Luciano Otaciano, hoje literato, sugeriu a criação de um suspense. Ele não disse a qual gênero de suspense estava se referindo, se policial investigativo, se dramático voltado para o romance ou outros. Eu sabia que eu era um grande fã de Stephen King, o mestre dos mestres do gênero, mas eu jamais sequer havia pensado na hipotética criação de uma obra nesse meio. Eu sempre achei que fosse complicado demais escrever suspense. Ligar os elementos certos, encaixar cada peça em seu lugarzinho correto, transformar as características dos personagens de uma hora para a outra fazendo com que o bonzinho, ao final da trama, pudesse ser um grande vilão. Nossa, isso me daria um trabalho danado só em pensar. Talvez por isso eu nunca tivesse enxergado o cenário magnífico do gênero a minha frente. Eu poderia ser ousado e não entendia aquilo.

Após as palavras de Luciano e uma rápida conversa sobre a questão levantada, os dias se passaram e os pensamentos se deitaram em minha mente. Não, eu não pensei mais sobre aquilo por meses, até que, no Haloween de 2013, fui surpreendido por um grande desafio. Era a hora de ajudar o meu filho a elaborar uma sinistra redação de Português voltada para o tema TERROR. Aquilo seria fácil, eu adoro terror, eu adoro redação, eu adoro Português, aliás, nem tanto assim, a nossa língua às vezes é traiçoeira demais, mas este é um tema que não abordarei agora. O título da nossa redação foi ''O Blá-blá-blá de Michael''. Falava sobre um garoto perdido em uma rua mal-assombrada. Rua que sugava para perto de uma casa sinistra e repleta de terror todos que lá pisavam. Era sobrenatural. Cara, nós adoramos aquele esboço. Aí voltou à mente as palavras de Luciano, ''Por que você não faz um suspense?'', foi então que eu finalmente estava decidido a começar o meu suspense. Fiz um outro rascunho, algumas modificações e pronto, eu já tinha uma premissa do que eu chamei de ''Os Contos de Michael''. Michael de início se chamou Bruno, mas o personagem que eu pensava não tinha cara de Bruno.

O título foi modificado dias depois, quando a obra estava lá para o seu segundo capítulo. Eu já pensava na capa e fui tentar trabalhar na criação dela. Vi umas imagens de um amigo fotógrafo baseadas no tema terror. Achei uma fotografia de uma casa bastante assustadora que deixava o observador totalmente inerte. Eu queria ela na minha história. Depois, não querendo que a obra fosse mais um clichê de galeria, quis deixá-la um pouquinho mais com o meu toque. A escolha do nome 'SEVERIN' foi uma junção de alguns gostos e desejos meus, tais como número preferido ( 7 - SETE ) e a enorme vontade de passar uma temporada na Europa, o que me fez utilizar o número de uma maneira um pouco diferente, traduzindo-o para a língua inglesa (Seven) o que parecia bastante com (Severin), sobrenome utilizado por algumas famílias na Europa. Ai o processo de escolha e criação do título estava finalmente concluído.


Sobre os locais onde a obra se passa, também usei o mesmo critério. Escrever nos permite viajar para qualquer lugar do mundo, até mesmo aqueles que não existem. Sempre adorei Santa Catarina e outros lugares frios. Foi então que decidi. No início, onde o pequeno rascunho ainda se chamava ''O blá-blá-blá de Michael'', a cidade era chamada ficticiosamente de Sol-Nascente, mas depois optei por usar nomes de cidades e municípios reais, deixando a história a mais real possível.

Mas quando tudo ia bem, uma série de falta de inspiração assombrou-me. Eu cheguei a ficar oito meses com a obra parada. Foi um tempo em que eu não conseguia encontrar caminhos para continuar escrevendo a trama. Sei lá, foi algo muito ruim. Era como se eu tivesse ficado preso dentro do meu grande enigma, incapaz de sair de lá, não conseguindo sequer dar um passo a mais para frente. Esse período foi frustrante. Em fevereiro de 2014, tentando relaxar a mente, escrevi a comédia ''Gabriel, a Ladeira, o Pimenta'', de forma livre, leve e divertida. Notei que o problema não era escrever, pois isto eu conseguia fazer ainda, ''Gabriel Pimenta'' foi concluído em apenas sete dias. Fiquei decepcionado comigo, achei que não era capaz de escrever um suspense. Eu estava travado. As ideias não fluíram. Mas eu não desisti. Além dos outros contratempos, não deixei que a falta de inspiração me vencesse. Eu tinha que pegar aqueles papéis de novo, eu tinha que conseguir. Eu nunca fui de deixar projetos inacabados. 

A música salvou os Severin. O rock-and-roll deu vida ao que estava praticamente morto. 'Kings And Queens', canção da banda de Hard Rock Norte-Americana, Aerosmith, serviu como uma chave para reabrir a porta do, então, perdido mistério. A letra parecia que fora feita para a família Severin. Os acordes eram a cara de Érico e Michael. A voz de Steven Tyler - vocalista - fizera nascer, num daqueles momentos, mais dois personagens importantes para preencher o buraco da história; Brendon e Abigail. As linhas do grande enigma voltavam a ser escritas. Finalmente eu me livrei daquele fantasma que me prendeu na casa dos Severin e fui contar tudo aos outros. Algumas outras canções me fazem lembrar e embarcar nas aventuras do município mal-assombrado; além da já mencionada cito duas de muita importância, "Hungry", da banda Winger e ''Coast To Coast'', da banda Europe, ambas do ano de 1988. Peguei folhas e mais folhas e fui anotando de forma ligeira e voraz tudo o que vinha na mente. As letras se fizeram verdadeiros garranchos que talvez somente eu entendesse, mas era isso que importava, eu as entendia perfeitamente, eram as minhas novas ideias traduzidas em letras, ou garranchos.



Eu ousei! O conteúdo ganhou novos ingredientes. Os fantasmas não seriam o ponto principal da trama. As paixões juvenis da garotada também não era o foco. Eu trouxe à tona outros temas; O TRABALHO E A EXPLORAÇÃO INFANTIL. Confesso que me senti um pouco medroso ao colocar isto na obra e pensei algumas vezes em remover os trechos em que levantava as questões, mas me mantive firme e disposto a enfrentar quaisquer eventuais críticas. Por este motivo também, inseri a faixa classificatória na capa do título. Alguns me perguntavam sobre o motivo de colocar fantasmas na história, achavam que ficaria infantil demais. Porém, esta é mais uma de minhas crenças. O MUNDO SOBRENATURAL. Espíritos, anjos, demônios e seres desconhecidos. A obra mostra de uma forma não tão relevante a questão do mundo sobrenatural e dos fantasmas. Não forço o leitor de maneira alguma a acreditar nos seres de outro mundo, só quis transmitir a ideia de coragem, de persistência, de iniciativa e ao mesmo tempo mostrar que podemos e devemos usar a nossa imaginação para tudo o que quisermos. Os fantasmas lá poderiam ser seres imaginários mas e quanto aos fantasmas do nosso dia a dia, eles são inexistentes? Talvez cada um tenha os seus Andrzejs, Janels ou Wasklaws presos dentro de si, o que muda, na verdade, é o que cada um realmente busca ser; um Érico ou um Michael.

Eu me dediquei muito para escrever esta trama. Fiz isso praticamente todos os dias da semana. O engraçado é que, os trechos em que a história se passa no período da manhã e tarde, eram escritos durante as tardes, e os trechos onde os jovens aventureiros encaram a escuridão da Rua Severin, foram criados pelo autor durante as noites e as madrugadas.

Terminei o livro com um ponto continuativo invés de final. Pensei que pudesse haver alguma continuação, e acredite, a estou escrevendo atualmente. A história virou uma TRILOGIA intitulada de ''A Rua Severin''. O segundo livro se chama ''Mistério na Casa da Rua Severin, O Retorno ao Solo Maldito'' e em breve será publicado. ''O Mistério'' é muito importante para mim, após a sua publicação em novembro de 2014, praticamente um ano após as primeiras linhas escritas, considerei-me de forma mais valorosa, um talentoso autor, pois fui capaz de retirar minhas raízes do fundo de um poço e voltar à superfície para lhes contar tudo isto.

Foto de Gabriel Caetano, parceiro do blog
Ah, os personagens podem ou não ser fictícios, isso depende de você. O livro foi dedicado para Luciano Otaciano, que se fez o cérebro de toda a minha imaginação, e para Matheuz Silva, que se fez o corpo de todo a subsequente narrativa. Foram mestres literários voluntários, que emprestaram palavras e ideias para mim. 

''O suspense envolve uma sensação de hesitação ou impaciência diante dos desdobramentos de certo evento. Este recurso está normalmente ligado à impressão do leitor durante a leitura de uma narrativa que envolve elementos dramáticos.''

Agora, para concluir, fiz umas perguntas para uma das pessoas responsáveis pelo surgimento do mistério de Santa Catarina. Pedi para que Luciano Otaciano, grande literato, respondesse de forma franca em um rápido bate papo, a sua visão sobre a obra:

1- O que você achou da leitura de ''Mistério na Casa da Rua Severin, A História dos Desconhecidos''? A obra, em algum ponto, passa alguma dificuldade de entendimento do tema?

Olá a leitura para mim, foi realmente um grande prazer, a história em si é simplesmente fantástica e ao mesmo tempo fascinante. Eu não tive dificuldade alguma com a leitura, e o mais legal foi ver os sentimentos que você colocou em cada um dos personagens, tornando a leitura muito boa.

2- Qual foi a mensagem capturada por você com a história? Há algum personagem que você se identificou mais?

A mensagem que eu captei com a leitura desse livro foi a amizade e a curiosidade entre os personagens. Os personagens foram muito bem elaborados pelo autor desse livro. Sendo uma história de suspense, terror, e ao mesmo tempo investigativa. Espero que todos possam ler o livro, pois é realmente muito bom. O meu personagem favorito nesse livro na verdade é uma personagem e o seu nome é Bárbara.

3- Qual era o seu pensamento antes de ler a obra e como ficou a sua visão após lê-la?

O meu pensamento antes de ler esse livro é que eu esperava muito desse livro. E depois que eu li o livro todas as minhas expectativas em relação ao mesmo, foram devidamente correspondidas. Posso dizer que a leitura desse livro superou minhas expectativas. Quero agradecer a oportunidade dada pelo autor e espero ter ajudado de alguma forma deixando a minha opinião, muito obrigado.

Agradeço ao Luciano Otaciano pela sincera opinião e por colaborar com a matéria do blog. Obrigado!



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8 comentários:

  1. Nossa que incrível saber como o Mistério dos Severin, nasceu e se desenvolveu. Adorei a mini entrevista com o Luciano. Parabéns Léo

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  2. Caraaaaaa!!! Surtei aqui!!! O processo de criação foi fabuloso!!! Só não entendi o motivo do povo achar que ficaria infantil com fantasmas. Não fica não!!!

    Você escreve o livro a mão? Ou apenas algumas ideias? Eu tenho que escrever tudo no computador, pois se não. eu não me entendo, kkkkkk
    Parabéns!!!

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  3. Adorei saber como surgiu o livro.
    É incrível como tudo acontece, cada personagem, o final tudo surpreendente, haha e como a continuação no volume 2 já está sinistra.
    Parabéns!!!!!

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  4. Que bom que vocês tenham gostado de saber das curiosidades. As próximas curiosidades serão sobre Benjamin Litter.
    Abraços a vocês.

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  5. Respostas
    1. Eu que agradeço.
      Obrigado pelas respostas da entrevista e pela visita constante aqui no blog.
      Abraço!

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  6. Respostas
    1. Obrigado Maykon, é sempre muito bom receber a sua visita aqui, me sinto honrado, você é especial.

      Abraços!

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