domingo, 6 de setembro de 2015

Notícia: 9 curiosidades sobre o livro ''Gabriel, a Ladeira, o Pimenta'' e mini entrevista com leitor xará do personagem principal

Noite dessas, reli uma de minhas obras e relembrei todos os acontecimentos dos dias em que eu ainda a escrevia. É engraçado, eu jamais imaginaria que fosse escrever um livro em apenas sete dias, e olha que a história, segundo minha percepção, foi bem elaborada. Bem, neste post vou contar algumas curiosidades sobre ''Gabriel, a Ladeira, o Pimenta'', obra escrita na primeira semana do mês de fevereiro do ano de 2014. Ficou um pouco extensa mas vale a pena conferir.


A obra surgiu sem planejamento algum. Não fiz esboços em folhas sobre o tema que eu abordaria e nem sobre personagens e suas respectivas características. Nem ao menos eu pensei neles. A verdade é que, após a publicação do meu primeiro título ''O Eterno Menino'', fui questionado por meu irmão sobre a criação de uma nova obra. Ele sugeriu um suspense e a princípio não fixei as ideias naquilo. Depois de dias, fui escrever ''o tal'' suspense. No início foi fácil, a introdução e os capítulos fluíam naturalmente e o conto de uma rua mal-assombrada ia surgindo com facilidade. Entretanto, perdi o foco no meio da criação da obra de suspense e fiquei preso em meu próprio enigma por exatos oito meses. Entristeci-me diante daquela incapacidade de conclusão, e realmente questionei-me sobre a minha capacidade de escrever e terminar uma nova obra. Num dia qualquer, peguei notebook e comecei a escrever algo que de início não parecia nada de especial. Depois do meu pré-julgamento sobre ser incapaz de escrever um novo livro com um tema bem legal, lembrei de uma história do morro. Rapidamente fui escrevendo as lembranças e em minutos, dois capítulos estavam concluídos. Nessa etapa eu já pensava que um livro estava surgindo. Senti-me capaz novamente, com ânimo, vontade de escrever, vontade de deixar novas ideias preencherem o vazio e o medo que rondou-me por meses. Eu estava tão feliz que decidi escrever algo que transmitisse, além de um tema principal, diversão aos leitores, optei então por uma leve comédia.
O título também teria que transmitir algo positivo, firme, alegre. O personagem principal teria que ser assim também. Escolhi um garoto sapeca, extremamente traquina, que trouxesse em suas sapequices, risos aos que vissem. Gabriel era assim, um menino do morro, que falava demais, que andava descalço, que queria ser visto de uma forma diferente da qual os viam. Gabriel é nome forte, ''homem de Deus'', ''homem forte de Deus'', ''fortaleza de Deus''. É o nome de um personagem da Bíblia citado diversas vezes, que apareceu para anunciar a Maria que ela seria a mãe do tão aguardado Messias. Eu, autor, queria anunciar ao leitor uma mensagem, assim como o meu personagem queria mostrar aos demais que o cercavam, algo de extrema importância. Morro faz lembrar comunidade, pessoas muitas vezes sofridas, honestas, batalhadoras. Pra chegar no topo do morro é preciso subir. Mas subir a pé pode ser fácil, pedalando é mais difícil. Gabriel teria então uma bicicleta, seria necessário para salientar ainda mais a sua mensagem. Morro lembra ladeira! Criança levada é quase sinônimo de pimenta. Nossa, como eu pude pensar isso tudo? Formei, então, ''GABRIEL, A LADEIRA, O PIMENTA''; Gabriel passaria a sua mensagem aos moradores do morro de forma dolorosa e sofrida. Mastigar e engolir uma pimenta é algo bem sacrificado, não é? Pois então, teriam que aturar e engolir as peraltices do meu querido Gabriel Pimenta para entenderem um recado enviado pela vida.
Sobre o tema abordado, preciso ressaltar a minha admiração por pessoas humildes, da classe menos favorecida, de fé elevada em Deus ou em algo que esteja acima de nós. Dos que vivem nas comunidades, daqueles que nas suas labutas do dia tentam sobreviver. E os que moram lá, sabem mais do que ninguém que, o inimigo mora ao lado e não se trata de vizinhos, é muito mais grave, falo da criminalidade e do mundo das drogas. Abordar este tema poderia ser perigoso demais, eu poderia me perder nas entrelinhas, poderia colocar o menino Gabriel em apuros, desviar-me do objetivo e fazer um estrago total na mente do leitor. Sim, eu poderia, mas fui firme, determinado como Gabriel, segui em frente e abordei um assunto que muitos por aí preferem esconder ou fechar os olhos fingindo que não veem. Muitos dos nossos semelhantes se perdem nesse mundo, sejam velhos ou ainda de pouca idade, são poucos os que conseguem seguir em frente durante cada ano de suas vidas sem ao menos experimentarem algum entorpecente que possivelmente os fariam futuros viciados. Não, o livro não fala diretamente ou só sobre a DROGA e o CRIME, o livro retrata a PERSISTÊNCIA de um menino em mostrar à vizinhança que criança levada é sim, sinônimo de SAÚDE, de atos perfeitos e comuns. O livro fala sobre os VALORES DE UMA AMIZADE, sobre IGUALDADE, sobre SUPERAÇÃO.
Na obra há também uma sátira sobre um projeto da Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro, projeto este que institui polícias comunitárias em favelas como forma de desarticular quadrilhas que controlem estes territórios. Seria esta uma boa alternativa? Será mesmo que a instituição parou por um instante e pensou nos moradores? E quanto a eles (moradores), apoiaram este projeto? 
''Gabriel, a Ladeira, o Pimenta'' aparece disponível para compras em duas versões, com subtítulos diferentes ''A Culpa Não Foi Minha'' e ''O Morro É O Meu Lugar''. O conteúdo é o mesmo, a mudança ocorre apenas na diagramação das páginas, na imagem de capa e nos subtítulos. Foi uma opção minha. Quando terminei o livro, acabei criando duas capas e fiquei em dúvida sobre qual seria a original. Gostei das duas, então usei as duas. Foi assim que aconteceu.
O livro foi escrito em minha casa, no terraço, em todas as tardes da primeira semana de fevereiro de 2014. Foram cinco dias escrevendo, um revisando a ortografia e mais um completando a diagramação e capas. 
Cito o livro como sendo o meu ''Xodó'' das obras. Quando lembro de Gabriel Pimenta, dou sorrisos imediatos e quero lê-lo, abraçá-lo, sentar na calçada da rua e prosear com aquele menino esperto, comovente, de ideias e palavreados peculiares, de imensa sabedoria apesar do tamanho minguado.
Algumas músicas mencionadas na obra, são ideias de Luiz (personagem que eu projetei à minha própria pessoa). Pimenta explica isso no decorrer da história.
Alguns personagens são alusões de amigos da vida real. No caso de ''Pará'' referência a Andresson Wilismes, ''Andressa'' referência a Andressa Santos, ''Dayane'' referência a Dayane Nobre, ''Junio'' referência a Adnilson Junio e ''Manú-Manú'' referência ao meu filho Matheuz. São apenas comparações, não foram totalmente baseados nas pessoas reais, suas ações na obra não designam atos de suas vidas pessoais.
Sendo assim, espero que tenham gostado das curiosidades sobre a criação do livro. Abaixo, para finalizar, segue uma mini entrevista feita a um amigo, parceiro, leitor da obra e xará do personagem principal do livro. 

Gabriel Caetano, estudante e blogueiro, conta o que achou sobre a obra em um bate papo rápido e franco. CONFIRAM A OPINIÃO DELE COMO LEITOR:

1- O que achou da leitura? Teve alguma dificuldade no decorrer da obra?

A leitura é excelente, leve, de simples entendimento, pois o autor não enfeita muito as falas, ele vai direto ao ponto, deixando assim a leitura muito engraçada, pelo fato da espontaneidade dos personagens. Com um português de fácil entendimento, fato este que ajuda bastante os leitores, especialmente aqueles de pouca idade ou até mesmo com pouca escolaridade. Em relação as dificuldades no decorrer da leitura, tive apenas uma, que foi não conseguir parar de ler. Mesmo com o dia corrido, trabalho, colégio, ônibus cheio, consegui terminar o livro em menos de 24 horas.

2- A história foi bem elaborada? O contexto está SEM concordância?

A narrativa é muito bem construída, o autor usa uma técnica muito boa para encerrar os capítulos, pois na melhor parte, ele simplesmente encerra. E para leitores compulsivos como eu, terão que ler mais outro capítulo para saber como dar-se-a o fim, no meio tempo, ele vai puxando outros fatos, que vai deixando o leitor mais interdito ainda. A estória está realmente perfeita. A concordância no texto está muito boa, em nenhum momento eu pude perceber que o autor fugiu do assunto ou que elencou uma pergunta sem deixar de respondê-la antes do término do livro.

3- O que aprendeu com o livro? A mensagem conseguiu ser transmitida?

A maior lição aprendida neste livro é a amizade, o valor dela, a falta que ela pode trazer, me fez refletir muito sobre isso, se sou um bom amigo, se tenho bons amigos com os quais eu possa contar a todo instante, me levou a considerar mais uma pessoa em especial que é o Leonardo Albuquerque, sempre que o Gabriel Pimenta falava sobre sua amizade com o Manu-Manu, eu me lembrava da nossa amizade. Serei sincero, teve uma parte do livro que me fez chorar, pela forma que o narrador descreve um fato (sem spoiler), mas a questão da amizade mexeu muito comigo. O livro em si, superou minhas espectativas, me fez ver o mundo pelos olhos do garotinho, ver as coisas de uma forma mais simples e inocente. Amei de coração.

“As vezes o que nos falta é só um pouquinho de destreza para olhar pros lados e enxergar que o que realmente nos faz bem não é aquilo que sempre tivemos, mas aquilo que algumas vezes nos faltou.” 
Gabriel Pimenta

Agradeço ao Gabriel Caetano, de coração, por ter colaborado com a matéria e cedido gentilmente a sua opinião sobre a obra.



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9 comentários:

  1. Adorei conhecer as curiosidades sobre a escrita do livro. Isso dá até para fazer um livro onde você apareça, rs..
    A entrevista com o Gabriel está linda!
    Abraços!

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    1. Olá meu amigo Fernando, obrigado pela visita.

      É, a criação de um livro é um processo com muitas curiosidades, realmente daria um outro livro, rs.

      Fico feliz que tenha gostado das informações e da entrevista, o xará do Pimenta é um garoto muito especial.

      Abraços.

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  2. Nossa Léo, ficou perfeita, me sinto lisonjeado que tenhas pensado em mim para este post. Precisando.... estou aqui.

    Sucesso.

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    1. Contente que tenha gostado, adorei sua menção sobre o Léo, uma amizade verdadeira, realmente como a retratada no livro.

      Estou muito feliz também em saber que a mensagem de Gabriel Pimenta foi transmitida de forma tão linda aos leitores.

      Abraços.

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  3. Massa .. Não vejo a hora do meu ''GABRIEL, A LADEIRA, O PIMENTA'' chegar!

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    1. Espero que a leitura te encante tanto quanto encantou outros leitores.

      Agradeço por sua visita ao blog minha querida amiga, fique a vontade para retornar todas as vezes que quiser.

      Beijos.

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  4. Nossa que lindo Léo, me deu uma vontade de ser intrevistada também rsrs. Mas falando sobre o livro, eu ainda não li Gabriel o pimenta, mas tenho certeza que ele é perfeito como todos os outros. Ainda o terei, terei todos os seus livros, como fã que sou né! Gabriel Caetano arrebentou na entrevista, vou esperar minha vez, visse! Bjs lindão e muito sucesso nesse livro! Você merece.

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    1. Obrigado Érica, recomendo que leia o quanto antes.

      O Gabriel realmente arrasou na mini entrevista.

      Beijos.

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  5. Nossa! que interessante reler algo que está fazendo aniversario. Meu Pimenta chegou e me apaixonei por ele.Está aí um livro espetacular, que com sua simplicidade encanta e toca, a mim tocou e muito, e o recomendo. Agradeço ao autor pelo presente belíssima obra. Parabéns Léo!

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