sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Texto: Fui ''Pingo de Gente'' nos anos 80

''Hoje acordei e ouvi no rádio, alguém dizia que o mundo ia mal...'' Meu espírito infantil está gritando de alegria. Agora pela manhã ele me fez relembrar a década de 80 e as suas tão inigualáveis marcas que fizeram a diferença na vida de jovens, adultos e até mesmo crianças. Ao longe, bem no mais profundo da memória, ouvi os acordes do Trem da Alegria, ''o brinquedo'' mais importante da minha infância, o jeito foi pegar o Smartphone  começar a ouvir as canções e perceber que a sensação boa daquele tempo ainda vive no mais puro da alma.

A euforia que me dava ao ouvir as canções alegres e até mesmo com duplo sentido daquela bandinha - termo aqui usado no diminutivo apenas para acentuar o carinho que sinto ao citá-la - era capaz de contagiar o ''Meu Gato'', o meu ''Pássaro Azul'' e até mesmo ''A Bola'' de futebol. Para os nossos jovens atuais, as letras e canções podem soar aos ouvidos como cafona, motivos para chacotas e risos infindáveis, entretanto para muitos, assim como eu, o Juninho Bill era o garoto mais fantástico que existia lá, claro que eu poderia falar dele com mais agudeza, mas preferi usar o adjetivo fantástico para substituir um termo mais forte o qual eu confesso que gostaria de ter empregado.

Lembro-me que eu saia pela rua dizendo que queria ser o ''Vendedor de Gostosura'', falava pra minha mãe que eu já tinha passado de ''Um Metro e Vinte'' e já tinha condição de namorar. Até a brincadeira do ''Uni Duni Tê'' fez sucesso na música enquanto eu, apaixonado, via o ''Tic-Tac do Amor'' passar. Sem dúvidas, foi uma época incomparável, daquelas onde se acha apenas um defeito, ter passado ligeira demais.

Hoje, não sei por o que fazem e nem por onde andam aqueles pirralhos e aquelas meninas sapecas que cantavam a diversão da minha época, mas pra reviver, vale a pena deixar aqui a letra de ''Pingo de Gente'', uma das minhas preferidas. Enquanto isso, ''tome macarrone, canelone, rigatone, no almoço e no jantar...''.


Eu sempre estou metendo o bico
Aonde eu não sou chamado
Entro na festa com você
Mesmo sem ser convidado

Eu sou muito sem-vergonha
E gosto mesmo é de falar
Conhece a estória da cegonha?
Eu posso até te ensinar

Como se pega um peixe grande
Conheço estória de montão
Meu blá blá blá é irresistível
Eu sou o rei da gozação
Se você diz que é pau ou pedra
Eu sempre digo que não é
Vivo grudado no seu ombro
Vivo pegando no seu pé

Sou papagaio de pirata
Sou pingo de gente
Chamando atenção
A gente enrola mas acerta
A medida mais certa pro seu coração

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